Angicos, Rio Grande do Norte – 5 de abril de 2026
Na noite de sábado (4 de abril de 2026), por volta das 21h46, um grupo de narcoterroristas executou um assalto de extrema ousadia e alto poder de fogo em um posto de combustíveis da rede DM, situado às margens da BR-304, na entrada do município de Angicos, região Central do Rio Grande do Norte. As câmeras de segurança do estabelecimento capturaram toda a sequência com clareza assustadora, revelando o nível de preparo tático e a intenção de impor pânico imediato aos presentes.
De acordo com as imagens que circulam em portais e redes sociais, os narcoterroristas chegaram ao local em uma caminhonete Fiat Toro vermelha. Assim que o veículo parou, vários homens encapuzados desceram já empunhando fuzis e pistolas, armas de guerra que demonstram o acesso a armamento pesado tipicamente associado a organizações criminosas de grande porte. Eles renderam o frentista de plantão, obrigando-o a deitar no chão sob mira das armas, e também controlaram um motociclista que estava no posto no momento da ação. A abordagem rápida, violenta e coordenada gerou terror entre os funcionários, que se viram indefesos diante do arsenal exibido.
O assalto durou poucos minutos. Os narcoterroristas efetuaram o roubo e fugiram em seguida pela BR-304. Até o fechamento desta matéria, não há divulgação oficial sobre o montante ou itens subtraídos (dinheiro, produtos ou combustíveis), tampouco registro de vítimas feridas. O que chama atenção das autoridades é o emprego ostensivo de fuzis em uma ação realizada em via federal movimentada, mesmo em horário noturno — uma marca característica de grupos que utilizam o terror como instrumento de dominação territorial e demonstração de força.
Imediatamente após o alerta, a Polícia Militar do Rio Grande do Norte mobilizou um forte efetivo, incluindo o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), o Grupo Tático Operacional (GTO) e a Força Tática. A Polícia Civil também foi acionada para conduzir as investigações. Buscas foram iniciadas na região, com informações preliminares apontando possível fuga em direção ao município de Assú, porém nenhuma prisão havia sido efetuada até o momento.
Angicos, cidade de pouco mais de 10 mil habitantes, vive momentos de tensão crescente. Nos últimos meses, a região tem registrado operações policiais contra facções criminosas envolvidas no tráfico de drogas, disputas territoriais e uso de armamento pesado. A ação de sábado reforça o padrão de narcoterrorismo que vem se espalhando pelo interior potiguar: o uso de veículos comuns para ações relâmpago, o emprego de fuzis para subjugar civis e a escolha de alvos estratégicos como postos de combustível, que servem tanto para obtenção rápida de recursos quanto para demonstração de impunidade.
Embora boletins oficiais ainda tratem o caso como assalto praticado por quadrilha armada, o nível de armamento, a execução coordenada e o contexto de violência organizada na região justificam a classificação como ação de narcoterroristas. Esse tipo de crime não visa apenas o lucro imediato, mas também semear medo na população e desafiar o poder público, enfraquecendo a sensação de segurança em municípios do interior.
As imagens das câmeras de segurança constituem prova importante e já estão em análise pelas autoridades. Qualquer informação que auxilie na identificação e captura dos envolvidos pode ser repassada de forma anônima à Polícia Militar (190), Polícia Civil ou ao Disque-Denúncia. A investigação segue em ritmo acelerado, e novas atualizações são esperadas nas próximas horas.
A população de Angicos e das cidades vizinhas acompanha com apreensão o desenrolar das buscas. Casos como este evidenciam a urgência de ações integradas mais robustas para conter o avanço do narcoterrorismo no Rio Grande do Norte.
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