Teerã, 2 de abril de 2026 – O governo iraniano elevou o tom nesta quinta-feira, rejeitando qualquer possibilidade de trégua no conflito com os Estados Unidos. A reação veio um dia depois de Donald Trump afirmar que a disputa estaria “próxima do fim” e ameaçar intensificar os bombardeios caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto nas próximas semanas.
O porta-voz das Forças Armadas iranianas, Ebrahim Zolfaqari, declarou que a guerra só terminará com a “rendição e o arrependimento permanente do inimigo”, reforçando que o país está preparado para ataques contra alvos americanos e israelenses. A fala foi transmitida pela mídia estatal e refutou diretamente a versão de Trump, que havia sugerido que Teerã teria pedido cessar-fogo — informação negada como “falsa e sem fundamento”.
Escalada das ameaças
Segundo ele, os objetivos estratégicos dos EUA — conter o programa nuclear iraniano e reduzir ameaças regionais — estariam “quase concluídos”, mas ainda seriam necessárias duas a três semanas de ataques intensos.
Impacto imediato nos mercados
A retórica beligerante provocou forte reação no mercado de energia:
- O Brent ultrapassou US$ 108 por barril, com alta superior a 7%.
- O WTI seguiu a mesma tendência, refletindo o temor de prolongamento do bloqueio parcial no Estreito de Ormuz.
Capacidade de retaliação
Analistas militares destacam que o Irã mantém meios de resposta assimétrica, incluindo mísseis, drones e apoio de aliados regionais. O conflito, iniciado há mais de um mês após ataques conjuntos de EUA e Israel contra instalações iranianas, já resultou em sucessivas ondas de bombardeios e danos significativos em infraestrutura e bases militares.
Zolfaqari reforçou que qualquer diálogo só ocorrerá após “punição ao agressor”, em contraste com a narrativa de Trump, que insiste em uma vitória iminente.
Da crise
O confronto começou com ofensivas aéreas contra instalações nucleares e militares iranianas. Teerã respondeu com ataques a Israel e bases americanas, além de ações que afetaram o fluxo de petróleo. Embora Trump tenha descartado oficialmente a intenção de promover mudança de regime, especialistas avaliam que a destruição de parte da estrutura de comando iraniana já alterou o equilíbrio interno de poder.
A situação segue instável, com governos do Golfo e aliados europeus acompanhando de perto o risco de uma escalada fora de controle. Até o fechamento desta reportagem, não havia confirmação de novos ataques, mas a possibilidade de retaliação iraniana permanece elevada.
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