Kuwait City, 3 de abril de 2026 – A refinaria de Mina Al-Ahmadi, uma das principais instalações de processamento de petróleo do Kuwait, foi alvo de um ataque com drones na madrugada desta sexta-feira, resultando em incêndios em várias unidades operacionais. Este é o terceiro ataque registrado contra a mesma refinaria em um curto intervalo de tempo durante o atual conflito no Oriente Médio.
A Kuwait Petroleum Corporation (KPC) confirmou o incidente por meio da agência estatal KUNA. Em comunicado oficial, descreveu o episódio como um “ataque malicioso com drones” e informou que equipes de emergência e bombeiros foram mobilizadas para conter as chamas. Até o momento, não há relatos de feridos.
Importância estratégica da refinaria
Localizada no porto de Al Ahmadi, cerca de 50 km ao sul de Kuwait City, Mina Al-Ahmadi possui capacidade de processamento de aproximadamente 346.000 barris por dia (bpd). É uma das três grandes refinarias do Kuwait e desempenha papel essencial na transformação de petróleo bruto em derivados como diesel, gasolina e querosene de aviação, tanto para consumo interno quanto para exportação.
Especialistas destacam que refinarias são gargalos críticos na cadeia de produção de petróleo: sem processamento adequado, poços de extração podem ser paralisados, gerando perdas significativas e complicando a retomada das operações devido a protocolos de segurança rigorosos.
Contexto da escalada
O ataque ocorre em meio à guerra no Oriente Médio, que já completa cinco semanas desde o início das operações militares de Israel e Estados Unidos contra o Irã, em 28 de fevereiro de 2026. O Irã tem intensificado ataques com drones e mísseis contra infraestruturas energéticas em países do Golfo Pérsico como retaliação.
Além da refinaria, autoridades kuwaitianas relataram danos em uma planta de dessalinização de água e energia, vital para o abastecimento do país. Este é o terceiro ataque contra Mina Al-Ahmadi em poucas semanas, reforçando o estado de alerta na região.
Impactos econômicos
Os mercados internacionais reagiram imediatamente. O barril de Brent registrou alta significativa nas primeiras horas de negociação, refletindo preocupações com interrupções no suprimento energético da região.
O conflito já provocou bloqueios parciais no Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo e gás natural mundial. Desde o início da guerra, os preços do petróleo subiram mais de 50%, pressionando economias globais, custos de transporte e índices de inflação.
Analistas alertam que novos danos em refinarias podem agravar a escassez de derivados refinados, mesmo que a produção bruta não seja diretamente afetada.
Situação atual
A KPC informou que trabalha para manter a continuidade operacional e avalia os danos causados. Não há prazo divulgado para a retomada plena das unidades afetadas.
O Conselho de Segurança da ONU deve discutir medidas para garantir a segurança do Estreito de Ormuz e o fluxo de navegação na região.
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