Irã atinge petroleiro "Prima" com drone no Estreito de Ormuz em meio a escalada de tensões

TimeCras
Roberto Farias
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Brasília, 7 de março de 2026 — Em mais um episódio da crise no Golfo Pérsico, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou neste sábado que realizou um ataque com drone contra o petroleiro Prima, de bandeira maltesa. O incidente ocorreu próximo ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.


Segundo comunicado oficial da IRGC, divulgado por agências estatais iranianas como Tasnim e IRNA, a embarcação ignorou repetidos alertas da Marinha da Guarda Revolucionária sobre a proibição de tráfego na via aquática devido a “condições de insegurança”. O drone, descrito como “suicida” ou explosivo, atingiu o navio pela manhã, após o que o Irã classificou como desrespeito às ordens de interrupção de operações no estreito.


O Estreito de Ormuz permanece sob “controle total” iraniano há oito dias, desde o início da atual fase de confrontos diretos envolvendo ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã, incluindo o assassinato do líder supremo Ayatollah Ali Khamenei em 28 de fevereiro. A IRGC reitera que navios comerciais ligados a “países hostis” — como EUA e aliados — estão proibidos de transitar pela rota, por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente.


Fontes independentes, incluindo sites de rastreamento marítimo e reportagens de veículos como TradeWinds e Shafaq News, confirmam a existência do petroleiro Prima como um navio de transporte de óleo e produtos químicos sob bandeira de Malta. Até o momento, não há detalhes oficiais sobre o grau de danos sofridos pela embarcação, vítimas a bordo ou resposta imediata do proprietário ou da marinha maltesa. Imagens e vídeos circulam em redes sociais mostrando supostos momentos do impacto, mas sem verificação independente.


O ataque ao Prima representa pelo menos o nono incidente do tipo desde o agravamento do conflito, que já paralisou dezenas de navios e elevou o risco de interrupções no suprimento mundial de energia. Analistas alertam que novas ações semelhantes podem pressionar ainda mais os preços do petróleo e complicar esforços diplomáticos para conter a guerra regional.


A IRGC também emitiu novo aviso: está “à espera” de forças americanas no estreito, em resposta a declarações de Washington sobre possível escolta de petroleiros. A situação reforça a fragilidade da navegação no Golfo e o potencial de escalada para um confronto naval mais amplo.


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