Incêndio persiste em Salalah: após ataque de drones que atingiram tanques de combustível no porto de Omã

TimeCras
Roberto Farias
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Nesta quarta-feira (11/03/2026), o Porto de Salalah, no sul de Omã – um dos principais hubs logísticos e energéticos da região –, foi alvo de ataque com drones que resultou em incêndios em tanques de armazenamento de combustível. A Oman News Agency (ONA), citando fonte de segurança, informou que várias aeronaves não tripuladas foram interceptadas e abatidas pelas defesas aéreas, mas algumas romperam a proteção e impactaram diretamente instalações de combustível no complexo portuário.


Registros visuais capturados por tripulações de navios próximos mostram o impacto: drones em voo baixo colidiram com reservatórios, provocando explosões e chamas intensas que se propagaram para estruturas adjacentes. Colunas de fumaça preta espessa continuam visíveis horas após o incidente, com equipes de emergência e defesa civil omanis mobilizadas para conter o fogo, que persiste à noite e atinge pelo menos dois ou três tanques na área da MINA Petroleum Facility.


Situação agora a Noite

Até o momento, não há registro de vítimas fatais ou feridos graves entre funcionários do porto ou população civil. As operações no terminal de contêineres e carga geral foram suspensas como medida de precaução, mas autoridades garantem que não houve interrupção no suprimento de petróleo e derivados para o mercado interno. Navios mercantes ancorados não reportaram danos diretos.


O episódio ocorre em contexto de escalada regional: ataques a infraestrutura energética no Golfo têm se intensificado como retaliação iraniana a operações militares dos EUA e Israel iniciadas em fevereiro. Omã, país neutro e historicamente mediador em negociações entre Teerã e o Ocidente, já registrou incidentes semelhantes em portos como Duqm nos últimos dias. O Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) condenou o ato, e o sultão Haitham bin Tariq expressou repúdio em contato com autoridades iranianas.


Salalah representa rota alternativa ao Estreito de Ormuz para exportações de energia e comércio global, o que eleva preocupações com segurança marítima, custos de seguro e possíveis impactos nos preços internacionais do petróleo.



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