O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), consolidou sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026 e reafirmou que a anistia será a prioridade máxima de um eventual governo. No ato “Acorda, Brasil”, realizado em 1º de março na Avenida Paulista, em São Paulo, Caiado declarou que o primeiro gesto presidencial, caso eleito, será conceder anistia plena e irrestrita aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 — incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em discurso, Caiado destacou a união com aliados como Romeu Zema (Novo) e Flávio Bolsonaro (PL), reforçando que a medida seria tomada já em 1º de janeiro de 2027. O governador também exaltou a capacidade de mobilização de Bolsonaro, afirmando que “ninguém na história do Brasil, sem mandato e mesmo preso, conseguiu mobilizar a população como ele”.
A proposta de anistia não é nova: Caiado já havia defendido a ideia em entrevistas anteriores, resumindo em janeiro de 2026 que “todo mundo estará alforriado”. Para ele, a medida é necessária para “pacificar o país” e superar a polarização política.
Especialistas em direito constitucional lembram que a anistia ampla depende de aprovação do Congresso Nacional, enquanto o presidente pode conceder apenas indultos individuais. Assim, qualquer iniciativa nesse sentido deverá enfrentar intenso debate jurídico, especialmente no Supremo Tribunal Federal.
Com o ato na Paulista, Caiado posiciona a anistia como bandeira central de sua pré-campanha e busca se firmar como alternativa de centro-direita em um campo oposicionista ainda fragmentado, disputando espaço com nomes como Tarcísio de Freitas, Romeu Zema e Flávio Bolsonaro.
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