Drone reutilizável detectou e destruiu autonomamente um drone kamikaze com míssil de baixo custo em voo de demonstração no norte da Alemanha
Munich / Norte da Alemanha – 31 de março de 2026 – A Airbus Defence and Space realizou com sucesso o primeiro voo de demonstração do seu novo interceptor não tripulado “Bird of Prey” (Ave de Rapina), desenvolvido a partir da plataforma do Do-DT25, em um campo de treino militar no norte da Alemanha.
O teste ocorreu no dia 30 de março de 2026 em cenário de missão realista. O drone interceptor, de forma autônoma, procurou, detectou e classificou um drone de ataque de uso único (one-way attack drone / kamikaze) de médio porte. Após identificação bem-sucedida e autorização do operador, o Bird of Prey disparou um míssil ar-ar Mark I, desenvolvido pela startup estoniana Frankenburg Technologies, neutralizando o alvo.
Este foi o primeiro disparo aéreo do míssil Mark I e a primeira demonstração pública completa do sistema. O projeto foi desenvolvido em apenas nove meses.
Detalhes técnicos do Bird of Prey (baseado no Do-DT25 modificado)
- Envergadura: 2,5 metros
- Comprimento: 3,1 metros
- Peso máximo de decolagem: 160 kg
- Lançamento: por catapulta (original do Do-DT25)
- Recuperação: por paraquedas
- Capacidade no protótipo: 4 mísseis Mark I
- Capacidade operacional futura: até 8 mísseis
Sobre o míssil Mark I
O míssil Mark I é extremamente leve:
- Comprimento: 65 cm
- Peso: menos de 2 kg
- Velocidade: high-subsonic
- Alcance de engajamento: até 1,5 km
- Tipo: “fire-and-forget” (dispare e esqueça)
- Ogiva: fragmentação
É descrito como o míssil guiado mais leve já desenvolvido para interceptação de drones.
Objetivo do sistema
O Bird of Prey foi projetado para combater a ameaça crescente de drones kamikaze baratos (como os Shahed-136) de forma econômica.
A proposta é oferecer um interceptor reutilizável com custo por abate muito inferior aos sistemas tradicionais de defesa antiaérea (SHORAD), equilibrando a assimetria entre drones de baixo custo e mísseis caros.
O sistema pode se integrar à arquitetura de defesa aérea da OTAN por meio do Integrated Battle Management System (IBMS) da Airbus.
Próximos passos
A Airbus e a Frankenburg Technologies planejam continuar os testes ao longo de 2026, incluindo voos com ogivas reais, visando acelerar a operacionalização da solução.
Este teste reforça o foco da Airbus em sistemas não tripulados de baixo custo e alta autonomia para defesa contra drones (Counter-UAS), uma das prioridades atuais das forças armadas europeias e da OTAN.
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