Airbus testa com sucesso o interceptor UAV “Bird of Prey” baseado no Do-DT25 na Alemanha

TimeCras
Roberto Farias
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Drone reutilizável detectou e destruiu autonomamente um drone kamikaze com míssil de baixo custo em voo de demonstração no norte da Alemanha


Munich / Norte da Alemanha – 31 de março de 2026 – A Airbus Defence and Space realizou com sucesso o primeiro voo de demonstração do seu novo interceptor não tripulado “Bird of Prey” (Ave de Rapina), desenvolvido a partir da plataforma do Do-DT25, em um campo de treino militar no norte da Alemanha.

O teste ocorreu no dia 30 de março de 2026 em cenário de missão realista. O drone interceptor, de forma autônoma, procurou, detectou e classificou um drone de ataque de uso único (one-way attack drone / kamikaze) de médio porte. Após identificação bem-sucedida e autorização do operador, o Bird of Prey disparou um míssil ar-ar Mark I, desenvolvido pela startup estoniana Frankenburg Technologies, neutralizando o alvo.

Este foi o primeiro disparo aéreo do míssil Mark I e a primeira demonstração pública completa do sistema. O projeto foi desenvolvido em apenas nove meses.

Detalhes técnicos do Bird of Prey (baseado no Do-DT25 modificado)

  • Envergadura: 2,5 metros
  • Comprimento: 3,1 metros
  • Peso máximo de decolagem: 160 kg
  • Lançamento: por catapulta (original do Do-DT25)
  • Recuperação: por paraquedas
  • Capacidade no protótipo: 4 mísseis Mark I
  • Capacidade operacional futura: até 8 mísseis

Sobre o míssil Mark I

O míssil Mark I é extremamente leve:

  • Comprimento: 65 cm
  • Peso: menos de 2 kg
  • Velocidade: high-subsonic
  • Alcance de engajamento: até 1,5 km
  • Tipo: “fire-and-forget” (dispare e esqueça)
  • Ogiva: fragmentação

É descrito como o míssil guiado mais leve já desenvolvido para interceptação de drones.

Objetivo do sistema

O Bird of Prey foi projetado para combater a ameaça crescente de drones kamikaze baratos (como os Shahed-136) de forma econômica.

A proposta é oferecer um interceptor reutilizável com custo por abate muito inferior aos sistemas tradicionais de defesa antiaérea (SHORAD), equilibrando a assimetria entre drones de baixo custo e mísseis caros.

O sistema pode se integrar à arquitetura de defesa aérea da OTAN por meio do Integrated Battle Management System (IBMS) da Airbus.

Próximos passos

A Airbus e a Frankenburg Technologies planejam continuar os testes ao longo de 2026, incluindo voos com ogivas reais, visando acelerar a operacionalização da solução.

Este teste reforça o foco da Airbus em sistemas não tripulados de baixo custo e alta autonomia para defesa contra drones (Counter-UAS), uma das prioridades atuais das forças armadas europeias e da OTAN.


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