Durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, nesta quinta-feira (22), o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy lançou críticas indiretas ao primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, em um dos momentos mais tensos do encontro internacional.
Em meio a uma fala contundente sobre a fragmentação da Europa e a necessidade de unidade contra ameaças externas — como a guerra na Ucrânia, a influência russa e os desafios impostos pela administração Trump — Zelenskyy afirmou:
“Todo Viktor que vive de dinheiro europeu enquanto tenta vender os interesses europeus merece um tapa na cabeça.”
Embora não tenha citado nomes diretamente, a declaração foi amplamente interpretada como uma referência a Orbán, conhecido por sua postura pró-Rússia e por bloquear repetidamente pacotes de ajuda à Ucrânia na União Europeia. Zelenskyy reforçou ainda que, “se alguém se sente confortável em Moscou, isso não significa que as capitais europeias devam se transformar em pequenas Moscovas”.
Contexto da Declaração
O discurso ocorreu no mesmo dia em que Zelenskyy se reuniu com o presidente americano Donald Trump, discutindo esforços de paz na Ucrânia. Ele criticou a Europa por ser “fraca e indecisa”, comparando a repetição de erros diplomáticos ao filme Feitiço do Tempo.
A crítica a Orbán reflete tensões antigas: sob seu governo, a Hungria questionou sanções contra Moscou, defendeu laços econômicos com a Rússia e se opôs ao avanço da Ucrânia dentro da União Europeia.
A Resposta de Orbán
Poucas horas depois, Orbán respondeu no X (antigo Twitter) em tom firme e irônico:
“Eu sou um homem livre que serve ao povo húngaro. Você é um homem em posição desesperada que, pelo quarto ano consecutivo, não consegue ou não quer pôr fim à guerra — apesar de o Presidente dos Estados Unidos ter oferecido toda a assistência possível para isso.”
Orbán afirmou que não apoiará os esforços de guerra da Ucrânia, mas garantiu que continuará fornecendo eletricidade, combustível e apoio aos refugiados ucranianos.
Divisões na Europa
O episódio evidencia as divisões internas da Europa e pode influenciar diretamente os rumos das negociações diplomáticas lideradas pelos EUA.
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