O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã durante um comício realizado em Clive, Iowa, na noite de 27 de janeiro de 2026.
Em discurso para apoiadores, Trump revelou que uma “outra bela armada” — termo que ele usou para descrever um grupo naval adicional — está navegando em direção ao Golfo Pérsico para monitorar de perto as ações do regime iraniano.
“Por sinal, há outra bela armada navegando lindamente em direção ao Irã neste momento. Veremos o que acontece. Espero que eles cheguem a um acordo”, afirmou Trump, repetindo uma retórica que mistura ameaça militar com abertura para negociações.
Ele já havia mencionado anteriormente, em entrevista à Axios e em declarações a bordo do Air Force One, a existência de uma “grande frota” posicionada na região, maior inclusive que a enviada perto da Venezuela em operações passadas.
Chegada do USS Abraham Lincoln
A declaração coincide com a chegada confirmada do grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln (CVN-72) à área de responsabilidade do Comando Central dos EUA (CENTCOM), no Oriente Médio.
O navio, redirecionado do Indo-Pacífico, integra destroyers equipados com mísseis Tomahawk, caças F-35C e outros ativos de apoio, ampliando significativamente a capacidade de projeção de força americana na região.
Contexto da Mobilização
A movimentação ocorre em meio à repressão violenta aos protestos internos no Irã, que já deixaram milhares de vítimas segundo relatos de organizações de direitos humanos.
Trump tem vinculado a presença naval à necessidade de dissuadir novas execuções e evitar a retomada do programa nuclear iraniano, enfatizando que a frota serve “por precaução” e que “talvez nem precisemos usá-la”.
Reação Iraniana
Do lado iraniano, a resposta foi imediata e dura. Comandantes da Guarda Revolucionária Islâmica, incluindo o general Mohammad Pakpour, declararam que suas forças estão “com o dedo no gatilho” e prontas para reagir a qualquer “erro de cálculo” dos EUA.
Outros oficiais alertaram que bases e interesses americanos na região se tornariam “alvos legítimos” em caso de agressão.
Diplomacia e Riscos
Apesar da escalada retórica, Trump reiterou preferir uma solução diplomática, afirmando que o Irã “quer conversar” e que um acordo seria o caminho ideal.
A movimentação militar, no entanto, reforça as opções de Washington em um momento de instabilidade regional, com monitoramento constante de possíveis retaliações via proxies iranianos.
A situação permanece volátil, com analistas observando que o reforço naval amplia a dissuasão, mas também eleva o risco de mal-entendidos em uma área já marcada por confrontos indiretos.
.jpg)

Não deixe de comentar !