Rússia alerta EUA: Ataque ao Irã pode gerar "consequências muito perigosas" e caos no Oriente Médio

TimeCras
Roberto Farias
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Moscou, 29 de janeiro de 2026 – O governo russo emitiu um alerta contundente nesta quinta-feira sobre as tensões entre Estados Unidos e Irã. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que qualquer ataque militar americano contra o território iraniano poderia provocar "consequências muito perigosas", gerando caos generalizado no Oriente Médio e desestabilizando o sistema de segurança regional.


A declaração ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, intensificar a pressão sobre Teerã. Em publicação nas redes sociais na quarta-feira (28), Trump afirmou que o "tempo está se esgotando" para que o Irã negocie um novo acordo nuclear. Ele alertou que, sem entendimento, um eventual ataque americano seria "muito pior" do que os bombardeios realizados em junho de 2025. O presidente também mencionou o deslocamento de uma "enorme armada" de navios de guerra – incluindo o porta-aviões USS Abraham Lincoln – para o Golfo Pérsico.


Peskov defendeu a moderação de todas as partes e enfatizou que "o potencial para negociações ainda não se esgotou". Ele criticou qualquer "ação coercitiva" que pudesse levar ao uso da força, argumentando que isso resultaria em "caos na região".


A Rússia mantém laços estratégicos com o Irã, reforçados por um tratado de parceria de 20 anos assinado em 2025 e pela cooperação militar durante o conflito na Ucrânia. O Kremlin também sinalizou que está preparado para evacuar pessoal russo da usina nuclear de Bushehr, construída com tecnologia russa, caso haja risco iminente de ataque.


Do lado iraniano, o Exército anunciou a incorporação de mais 1.000 drones ao seu arsenal, com o ministro da Defesa prometendo uma "resposta esmagadora" a qualquer agressão externa. Autoridades em Teerã classificaram um possível ataque dos EUA como o "início de uma guerra".


A escalada ocorre em meio a protestos internos no Irã, repressão governamental e debates na União Europeia sobre classificar a Guarda Revolucionária Islâmica como organização terrorista. Analistas apontam que a movimentação militar americana visa forçar negociações, mas o risco de confronto direto cresce a cada declaração.


A comunidade internacional acompanha com preocupação os desdobramentos, enquanto Rússia e Turquia defendem saídas diplomáticas para evitar uma nova crise de grandes proporções no Oriente Médio.


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