A Força Aeroespacial Russa registra duas aeronaves perdidas no mesmo dia, em incidentes distintos que expõem vulnerabilidades operacionais em frentes terrestres e marítimas do conflito.
KIEV / MOSCOU — Em um dia marcado por revezes na aviação russa, fontes militares e canais de monitoramento confirmaram, nesta terça-feira (28 de janeiro de 2026), a queda de dois caças-bombardeiros de alto valor estratégico: um Su-34 na região de Kursk e um Su-30 da aviação naval sobre o Mar Negro.
Primeiro Incidente: Su-34 em Kursk
O primeiro incidente ocorreu por volta das 15h30 (horário local) na oblast de Kursk, fronteira com a Ucrânia. De acordo com relatos de canais russos especializados em aviação militar, como o Fighterbomber e o AviVector, o Su-34 — um bombardeiro tático multifuncional conhecido por sua capacidade de lançar bombas guiadas de precisão — sofreu uma avaria técnica durante missão de combate. A aeronave, alocada em base temporária na região de Saratov (Engels-2), caiu em área rural. O Ministério da Defesa russo confirmou a perda, atribuindo-a exclusivamente a falha mecânica, sem indícios de ação inimiga. Infelizmente, os dois tripulantes — piloto e navegador — não sobreviveram ao acidente.
Segundo Incidente: Su-30 no Mar Negro
Horas depois, já no início da noite (por volta das 21h-22h UTC), um segundo episódio abalou a Frota do Mar Negro. Um Su-30SM, caça de superioridade aérea operado pela aviação naval russa, desapareceu dos radares sobre águas do Mar Negro, possivelmente na zona oeste próxima a Novorossiysk ou à região de Odesa. Fontes ucranianas e observadores independentes afirmam que a aeronave foi abatida por sistemas de defesa antiaérea, em operação que poderia envolver mísseis de médio alcance ou até mesmo drones navais — tática que tem ganhado destaque nos últimos meses. Canais russos pró-guerra expressaram frustração aberta, enquanto o Ministério da Defesa ainda não emitiu comunicado oficial sobre o caso até o fechamento desta edição. Há indícios de que a tripulação também não tenha sobrevivido.
Impacto Estratégico
Esses dois eventos, ocorridos em poucas horas, representam perdas sensíveis para Moscou. O Su-34, apesar de ser uma das plataformas mais modernas da Rússia para ataques ao solo, já acumula desgaste significativo no teatro ucraniano, com dezenas de unidades destruídas desde 2022. O Su-30SM, por sua vez, é peça-chave na proteção do espaço aéreo sobre o Mar Negro e na escolta de missões navais. A combinação de falhas técnicas e abates reforça o debate sobre a sustentabilidade da frota aérea russa em um conflito prolongado, marcado por sanções, escassez de peças e alta taxa de utilização.
Contexto e Repercussão
Até o momento, não há imagens ou vídeos verificados dos destroços, mas o monitoramento em tempo real por OSINT sugere que investigações internas russas já estão em curso. O lado ucraniano, por sua vez, costuma divulgar evidências em casos de abates confirmados.
A sucessão de incidentes levanta questionamentos sobre manutenção, fadiga de material e exposição a defesas antiaéreas em ambas as frentes. Enquanto o conflito entra em seu quarto ano, cada aeronave perdida pesa não apenas no balanço militar, mas também no moral e na capacidade de projeção de poder russo.
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