Rota mata suspeito de atentado contra tenente, enquanto autor dos disparos segue foragido

TimeCras
Roberto Farias
0


São Paulo, 3 de julho de 2026 — A caçada aos responsáveis pelo atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel, avança com novos desdobramentos. Em menos de 48 horas, dois suspeitos foram mortos em confrontos com a polícia, e outro foi identificado como o atirador que baleou o oficial em São Caetano do Sul.

O ataque que desencadeou a operação

Na manhã de 27 de junho, Ronickson aguardava em um semáforo da Avenida Goiás, quando foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta. Um deles disparou contra sua cabeça antes de fugir. O tenente foi socorrido de helicóptero e permanece internado em estado grave no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. Apesar da gravidade, boletins médicos recentes indicam melhora clínica e resposta positiva ao tratamento.

Confrontos e mortes

Na noite de quinta-feira (2), em Peruíbe, litoral sul paulista, policiais da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) localizaram Elenilson Misael da Silva, o “Galego”, de 47 anos, apontado como integrante de facção criminosa e suspeito de envolvimento direto no atentado. Após perseguição, houve troca de tiros. Galego foi atingido, socorrido à UPA local, mas não resistiu.

Um dia antes, outro investigado havia sido morto em Guaianases, zona leste da capital, também em confronto com a Rota.

O alvo principal: “Golias”

As investigações do DHPP apontam agora para Hércules da Costa Siqueira, conhecido como “Golias”, como o autor dos disparos contra Ronickson. Ele está foragido e é considerado peça-chave para esclarecer quem ordenou o ataque.

Segundo o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, os criminosos monitoraram o tenente por cerca de três meses antes da emboscada, o que reforça a hipótese de execução premeditada.

Contexto familiar e impacto social

O atentado reacende memórias dolorosas: Ronickson é irmão de Eloá Pimentel, vítima de um dos casos mais emblemáticos da violência no Brasil, o sequestro transmitido ao vivo em 2008 que terminou em tragédia. Agora, quase duas décadas depois, a família volta a ser atingida por um episódio brutal.

Debate sobre segurança pública

A rápida eliminação de suspeitos é vista por alguns como demonstração de eficiência operacional, mas também levanta questionamentos sobre letalidade policial e a dificuldade de obter informações que poderiam revelar os mandantes.

Para especialistas, o episódio expõe a vulnerabilidade até de membros da tropa de elite da PM e evidencia o risco de ciclos de retaliação entre facções criminosas e forças de segurança.

O DHPP concentra esforços em localizar “Golias” e identificar os mandantes. Laudos periciais e novos boletins médicos devem ser divulgados nos próximos dias. Enquanto isso, a tensão permanece: o caso conecta duas gerações da mesma família a episódios de violência extrema e simboliza os desafios persistentes da segurança pública em São Paulo.


Postar um comentário

0 Comentários

Não deixe de comentar, sua opinião faz a diferença aqui no Timecras!

Postar um comentário (0)

#buttons=(Ok, Go it!) #days=(20)

Usamos cookies para melhorar sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade Confira
Ok, Go it!