Kiev, 20 de junho de 2026 – O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, deu um prazo de uma semana ao líder bielorrusso Alexander Lukashenko para retirar equipamentos militares posicionados na fronteira com a Ucrânia. Caso contrário, a Ucrânia atuará diretamente para neutralizá-los, o que representa um risco de escalada no norte do país.
Durante uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente hondurenho Nasry Asfura, em 19 de junho, Zelensky afirmou que há equipamentos — especificamente retransmissores de sinal bielorrussos e russos instalados em torres de comunicação — sendo usados para corrigir e direcionar ataques russos contra a população ucraniana. “Na região ao longo das duas regiões que fazem fronteira com a Ucrânia, existe equipamento que direciona fogo contra a nossa população. Que ele desligue esse equipamento. Acho que uma semana será suficiente para ele. Se não o fizer, nós o faremos”, declarou Zelensky.
O equipamento em questão consiste em repetidores de sinal montados em torres de fronteira, que, segundo a inteligência ucraniana, auxiliam na orientação de drones e ataques contra alvos civis, incluindo incidentes que resultaram em feridos e crianças afetadas.
Das tensões na fronteira norte
A Ucrânia tem reforçado suas defesas ao longo da fronteira com a Bielorrússia nos últimos meses, com a construção de trincheiras antitanque, obstáculos de concreto e arame farpado, em resposta a atividades consideradas “não usuais” por Kiev, como construção de estradas e posicionamento de artilharia. Embora a Bielorrússia não tenha entrado formalmente na guerra ao lado da Rússia, o território bielorrusso foi usado no início da invasão em 2022 e continua sendo fonte de preocupação para Kiev.
O ultimato surge em meio a relatos persistentes de uso do espaço bielorrusso para operações russas, apesar das declarações públicas de neutralidade de Minsk. Recentemente, Lukashenko havia feito comentários conciliatórios, mas Zelensky respondeu com exigências concretas.
Repercussão e implicações
Até o momento, não há reação oficial confirmada de Minsk ao ultimato. Analistas observam que uma ação ucraniana direta em território bielorrusso poderia arrastar a Bielorrússia de forma mais profunda para o conflito, ampliando a frente de batalha para o norte da Ucrânia.
A Ucrânia mantém posições defensivas reforçadas na região e continua recebendo apoio militar de aliados ocidentais, enquanto monitora de perto qualquer movimentação adicional na fronteira.
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