Subtenente da PM morre e outros três policiais ficam feridos após ataque de narcoterroristas em Jacarepaguá

TimeCras
Roberto Farias
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Rio de Janeiro, quinta-feira, 28 de maio de 2026

O Rio de Janeiro voltou a registrar mais um episódio de extrema violência contra agentes de segurança pública. Um subtenente da Polícia Militar morreu e outros três policiais ficaram feridos após um ataque promovido por narcoterroristas na região da Covanca, em Jacarepaguá, Zona Oeste da capital fluminense.

A vítima fatal foi identificada como subtenente André Luiz Cardoso Eccard, de 49 anos, integrante do 18º BPM (Jacarepaguá). Segundo informações preliminares, os policiais realizavam patrulhamento operacional quando foram surpreendidos por criminosos fortemente armados que abriram fogo contra as equipes em uma emboscada organizada na comunidade.

O subtenente foi atingido na cabeça e chegou a ser socorrido ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas não resistiu aos ferimentos. A morte do policial provocou forte repercussão entre agentes de segurança e reacendeu o debate sobre o avanço do narcoterrorismo no estado.

Outros três PMs ficaram gravemente feridos

Além da morte do subtenente Eccard, outros três policiais militares ficaram feridos durante o ataque. Informações divulgadas por fontes da segurança pública apontam que dois agentes também sofreram tiros na região da cabeça, enquanto um quarto policial foi atingido por estilhaços nas costas.

Os nomes dos policiais sobreviventes ainda não foram oficialmente divulgados pela corporação. Equipes especializadas seguem acompanhando o estado de saúde dos agentes feridos.

Após o atentado, reforços da Polícia Militar foram deslocados para Jacarepaguá, onde novos confrontos armados foram registrados ao longo do dia. Moradores relataram intenso tiroteio, fechamento de vias e momentos de pânico em áreas próximas à comunidade da Covanca.

Narcoterroristas usam táticas de guerra urbana

Investigadores apontam que os responsáveis pelo ataque pertencem ao Comando Vermelho (CV), organização criminosa que atua em comunidades da Zona Oeste e vem utilizando métodos cada vez mais agressivos contra forças de segurança.

Nos últimos meses, operações policiais identificaram narcoterroristas utilizando fuzis de alto poder destrutivo, barricadas incendiárias, drones de monitoramento e estratégias de emboscada contra policiais militares.

Especialistas em segurança pública afirmam que as facções criminosas passaram a operar com características semelhantes às de grupos insurgentes armados, impondo domínio territorial por meio do terror, da intimidação armada e de ataques coordenados contra o Estado.

Zona Oeste vive escalada da violência

Jacarepaguá se tornou um dos principais pontos da guerra territorial entre narcoterroristas e forças de segurança no Rio de Janeiro. A expansão do tráfico em comunidades estratégicas da Zona Oeste elevou drasticamente o número de confrontos armados nos últimos anos.

Moradores da região convivem diariamente com operações policiais, barricadas, interrupções no transporte público e confrontos que frequentemente afetam escolas, unidades de saúde e o comércio local.

Com a morte do subtenente André Luiz Cardoso Eccard, aumenta novamente a pressão sobre as autoridades estaduais para endurecer ações contra organizações criminosas que dominam comunidades e desafiam diretamente o poder público no Rio de Janeiro.


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