TEL AVIV – O presidente argentino Javier Milei desembarcou neste domingo (19 de abril de 2026) no Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel Aviv, dando início à sua terceira visita oficial a Israel. A comitiva, que inclui a secretária-geral da Presidência, Karina Milei, o chanceler Pablo Quirno e o ministro da Justiça, Juan Bautista Mahiques, chegou a bordo do avião presidencial ARG01 por volta das 9h30 no horário local.
A chegada ocorre em um momento delicado para a região. Apesar da trégua recente entre Israel e o Líbano, o aeroporto opera com aparência de “fantasma”: poucas companhias aéreas comerciais retomaram voos regulares, e as pistas estão dominadas por aviões de combate da Força Aérea dos Estados Unidos, reforçando a presença militar norte-americana no país.
Logo após o pouso, Milei seguiu diretamente para Jerusalém, onde cumpriu o ritual já tradicional em suas visitas: uma oração no Muro das Lamentações (Western Wall). A agenda oficial prevê, ainda neste domingo, encontro bilateral com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. Para segunda-feira (20), está agendada reunião com o presidente de Israel, Isaac Herzog.
O ponto alto da programação será a participação de Milei nas celebrações do 78º Dia da Independência de Israel (Yom Ha'atzmaut). O mandatário argentino será o primeiro chefe de Estado estrangeiro a acender uma tocha na cerimônia oficial realizada no Monte Herzl – gesto simbólico que reforça o alinhamento estratégico entre Buenos Aires e Tel Aviv.
Fontes da Casa Rosada indicam que a visita deve render avanços concretos em cooperação bilateral, com possível anúncio de voo direto operado pela companhia israelense El Al entre Buenos Aires e Tel Aviv. Embora Milei tenha prometido, em discurso anterior no Knesset, transferir a embaixada argentina para Jerusalém em 2026, autoridades argentinas não esperam anúncio formal sobre o tema nesta viagem.
Milei, que se declara um dos maiores aliados de Israel na América Latina, chega com discurso de “valores compartilhados” e defesa explícita das políticas de Netanyahu. A terceira visita em menos de três anos de mandato reforça a prioridade geopolítica que o governo argentino dá à relação com o Estado hebreu, mesmo em um cenário regional volátil.
A agenda completa se encerra na quarta-feira (22), com retorno previsto a Buenos Aires. A comitiva viajou com foco em “gestos políticos, acordos institucionais e simbolismo religioso”, segundo fontes oficiais consultadas pela imprensa argentina.
A visita é acompanhada de perto por analistas internacionais, que veem nela não apenas um reforço da amizade bilateral, mas também um sinal claro da posição de Milei no tabuleiro global: alinhamento firme com Israel e com o governo de Benjamin Netanyahu em um Oriente Médio ainda marcado por instabilidade.
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