Na madrugada de 21 de março de 2026, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) lançou dois mísseis balísticos de alcance intermediário contra a base conjunta EUA-Reino Unido em Diego Garcia, no Oceano Índico — a cerca de 4.000 km de distância. Nenhum acertou o alvo, mas o disparo expõe capacidades iranianas muito além do declarado oficialmente, colocando grande parte da Europa continental no raio de ameaça potencial.
O ataque
- Dois mísseis balísticos lançados do Irã em direção a Diego Garcia.
- Um falhou em voo e caiu no mar.
- Outro foi interceptado por um destróier da Marinha dos EUA com míssil SM-3 (sucesso ainda em verificação).
- Nenhum dano registrado na base.
O alcance demonstrado
- Oficialmente, o Irã afirma limitar seus mísseis a 2.000 km.
- Analistas apontam que variantes como o Khorramshahr-4 ou Kheibar Shekan podem dobrar o alcance ao reduzir o peso da ogiva.
- O disparo de 4.000 km sugere capacidade de atingir grande parte da Europa continental.
Implicações para a Europa
- Dentro do raio (~3.500–4.000 km): Paris, Londres, Berlim, Roma.
- Confortavelmente cobertos (~3.000–3.800 km): Madri, Viena, Atenas, Varsóvia.
- Bases da OTAN: Chipre, Itália, Grécia e até Ramstein (Alemanha).
- Países nórdicos extremos e Rússia europeia distante ficam fora ou no limite.
Contexto geopolítico
- O Reino Unido autorizou uso de bases britânicas (Diego Garcia e RAF Fairford) para operações defensivas dos EUA.
- O lançamento foi resposta a ataques conjuntos EUA-Israel contra instalações nucleares e de mísseis no Irã.
- Apesar do avanço, a precisão em alcances extremos é limitada, e o Irã não possui ICBMs (acima de 5.500 km).
Conclusão
O episódio reforça que o programa de mísseis iraniano evolui rapidamente e que bases remotas já não são “intocáveis”. A demonstração de alcance amplia preocupações para aliados europeus e pode alterar o cálculo estratégico da OTAN.
.jpg)

Não deixe de comentar !